Hoje em dia os namoros duram tão pouco porque tem sempre alguém achando que o parceiro tem a obrigação de lhe fazer feliz, de lhe proporcionar prazer, ser sempre extraordinário, excepcional. Daí o outro fica sempre tentando suprir as expectativas deste. Cria-se um desequilíbrio nocivo, porque aliás, ninguém tem a obrigação de suprir expectativa de ninguém. Os namoros estão cheios de empolgação, precipitações, falta de equilíbrio e bom senso. Cheios de sarcasmo e cinismo. E dessa forma, não tem amor que sustente.
The beauty of the sun. By and by, a cloud takes all away. - Shakespeare.
quarta-feira, 21 de março de 2018
segunda-feira, 29 de janeiro de 2018
Esse outro parto
Eu não vou insistir pra te ver partir, porque eu não quero te ver partindo. Vai me magoar, vai me deixar mal. Só a ideia de que não tem mais alguém pra ir no bar comigo pedir limonada já me deixa assim. São quase 6 anos de amizade. Sinto muito pelo tempo desperdiçado que ficamos a parte. Eu te encorajei a ir porque eu não tenho sentimento de posse com os meus amigos e quero sempre o melhor pra eles. Quero que teus sonhos se realizam. Quero te ver pleno, satisfeito. Ou pelo menos tentando sempre alcançar teus ideais. A nossa amizade é muito particular, muito específica. Ninguém vai aturar a minha arrogância e ainda querer me ver no dia seguinte. Isso tudo mostra o quanto nossa amizade é sólida e verdadeira.
Toma cuidado, isso não é brincadeira. Não é como quando somos crianças. Um de nós se machuca, chora pedindo ajuda, a brincadeira para e outros se comovem, se sensibilizam. Agora nós somos adultos. Se der errado chore o quanto quiser, ninguém vai ouvir.
domingo, 28 de janeiro de 2018
Do something
Eu me odeio por saber quantos dias faz que a gente não se fala, quantos dias não nos vemos. E eu me odeio mais ainda por ter que te perguntar por que não nos falamos. Como se eu fosse do tipo obsessivo, carente, que vai te perseguir. Eu não sou esse tipo.
Mas eu preciso saber por que nós passamos todos esses dias sem nos falar. Eu mereço. Eu sou do tipo que merece ser bem tratado, porque eu te trato bem e te dou atenção. Então faça algo.
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Ruben
Não foi a primeira vez que eu transei com um estrangeiro, mas essa foi especial.
Agora eu estou aqui de novo no Costa Linda Beach lembrando de todos os momentos da noite passada.
Nós nos conhecemos na praia. Estava andando pela Boulevard de Playa el Água, quando me aborda um "chamo". Bati de frente com ele, não tinha como ignorar. Ruben, 19 anos, branco, alto, muito magro, olhos verdes. Um olhar simpático, convidativo, simples. Perguntou se eu queria almoçar, eu queria, estava procurando um restaurante. Quieres pescado? Quero. Pedi. Me sentei na praia pra esperar. Quieres una cerveza? Tenemos Polar negro y Solera. La Solera es muy buena. Quatro cervejas, um peixe, uma porção de Tostones como cortesia, um garçom muito atencioso correndo até o mercado mais próximo pra trazer a cerveja que eu queria. Pago, agradeço, elogio. Disse que ele era "cutie", ele responde sorrindo, desconcertado "you're too". Saindo andando pela praia, ele corre, me alcansa, pergunta se quero ir tomar uma cerveja a noite. Logo eu?
A noite nos encontramos no Hesperia. Hotel com restaurante muito requintado. Ele aparece 20 min atrasado com o irmão e sua namorada. Pedi Paella. Algumas cervejas mais, terminamos. Combinamos de ir pro Costa Linda Beach. Precisava antes ir ao hotel pegar a chave com o Myke. Ele me acompanhou, conversamos muito, caminhada longa, quase uma hora indo e voltando. Conversa neutra, sem duplas intenções. Nada de extraordinário. Voltando ao Costa Beach, deitamos juntos na rede, rimos, conversamos muito com seu irmão e a namorada dele. A Ewelin me chama em particular. Disse que Ruben queria ficar comigo. Eu disse que não, íamos virar amigos. Porque eu não sentia isso vindo dele. Ela insisitiu falando em inglês algo que traduzido seria "ele quer sim, e olha a boca dele que carnuda. Mas ele é muito tímido, você que vai ter que falar com ele. Olha o irmão dele tem um pau enorme, ele deve ter também.". Eu ri. Achei ridículo, mas me deu vontade.
Subimos. Na parte de cima do bar tinha uma sessão de livros, várias almofadas e sofás. Todos os outros turistas já tinham ido embora. O irmão mais velho do Ruben, Moe é bissexual. Ficamos sozinhos por uns momentos. Falamos sobre várias coisas. Ele disse que já tinha beijado um rapaz numa festa, bêbado e que não tinha transado com nenhum ainda. Perguntei se tinha curiosidade. Respondeu que sim. Disse a ele que estava imaginando seu corpo nu e o seu pau duro. O rosto dele se transformou. Era a mistura de desconforto com curiosidade. Parecia sedento. A namorada dele voltou. Ruben não parava de abrir cervejas pra mim. Eu sugeri que todos fôssemos para dentro da piscina. Concordaram. Ruben tentou tirar a calça skinny sozinho, era muito justa. Eu já de cueca comecei a ajudar ele a tirar. O pau dele na frente do meu rosto, mole, mas enorme. Não tinha como esconder. Pulamos na piscina. Não demorou 30 segundos e ele pegou no meu braço, eu tirei sua cueca, ele a minha, já estávamos muito excitados. Ficamos no canto da piscina, muito escuro. Mergulhei, chupei. O pau dele não entrava nem metade na minha boca de tão grande e grosso. Voltei a superfície. Ele mergulhou, me chupou. Ficamos nessa por alguns minutos. Ele me empurrou contra a parede da piscina, tentou me penetrar, seu irmão voltou com a namorada, entraram na água. Eu sugeri que voltássemos só nós dois para a parte de cima do bar com almofadas e sofás. Ruben pediu um momento, não queria que percebessem que íamos transar. Minutos depois subimos correndo as escadas. Sem cueca. Ficamos nos chupando. Eu levava a língua do saco a cabeça do pau dele. Ele gemia baixo para não chamar atenção. Me levantou, eu fiquei de 4 numa poltrona e ele me penetrou com força. Pedi calma, mas era exatamente o que eu queria. Força. Gozei rápido. Ele disse que estava longe de gozar. Continuei chupando, ele queria um 69. Fizemos. Ele dizia que precisava muito passar a língua na minha bunda. Deixei ele me penetrar de novo, não senti dor, fiquei eufórico. Sentia que ia ter outro orgasmo a qualquer momento. Demorou, mas ele gozou. E gozou muito pelo meu corpo. Voltamos para baixo e decidimos que íamos embora porque já estávamos com sono. Seu irmão Meo e Ewelin foram tentar um táxi pela rua. Ele perguntou se eu queria voltar para parte de cima e transar novamente. Não conseguia dizer não. Queria muito. Ele tirou toda a roupa, eu a cueca, permaneci com a camisa porque estava com frio. Ele deitou no sofá de pernas abertas, sentei bem devagar no seu pau. Ele me comia virando os olhos e aquilo me deixava mais excitado ainda. Ele chupava meu peito e dizia que queria que eu avisasse quando fosse gozar. Não conseguir controlar. Gozei. Ele abriu a boca pro jato ir na direção dele. Gozei com o pau dele dentro de mim, o esperma que escorria pelo corpo ele juntava com os dedos e levava a boca, se deliciava. Gozou também. Levantamos e nos beijamos até o táxi chegar. Ele me deixou na porta do hotel, perguntou se podíamos sair durante o dia. O que significa que amanhã tem mais.
segunda-feira, 8 de janeiro de 2018
Run, baby, run.
O mundo é um lugar ambíguo. E você sabe que o amor não conquista tudo. Ele conquista apenas algumas coisas. As outras coisas tiram a prosa do amor.
O corpo não sabe a diferença entre tensão e excitação. Pânico e dúvida. Começo e fim. O corpo só diz pra você sair fora rápido. As vezes você ignora. Isso é o mais sensato. Mas as vezes você escuta. Você precisa confiar na sua intuição, certo? Quando o seu corpo disser corra: corra.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
Give me a break
Deixa eu te pedir uma coisa. Para de falar comigo. Só por uns tempos. Não é definitivo, eu acho. O tempo vai dizer quem é de verdade. Não, eu não te odeio, o contrário disso. Aliás, exatamente isso. Não quero te odiar, sentir ranço.
É só que não precisa me mandar bom dia. Não me cumprimenta como se as coisas estivessem ok. Não seja educado na intenção de se redimir. Eu não preciso da sua educação.
Não queira ser meu amigo. Nós nunca tivemos a intenção de ser amigos. E agora seria forçado demais. Talvez isso. Talvez teria sido melhor primeiro ter forjado uma amizade.
Eu não minto bem. Não saberia fingir que sou teu amigo. Não vou sequer por educação fingir que já passou, que eu sou maduro demais pra superar o mal que me fez ter te visto mentindo. Eu não gostei. Não aprovei seu comportamento.
Agora qual a necessidade de mentir pra mim? A sinceridade é tão bonita. E não me dói. Podias ter se feito claro desde o início ao invés de vestir-se dessa figura tola pega no flagra que não sustentou a ilusão que criou.
Não me dá a mão, não senta perto de mim. Um de nós dois têm que se manter firme. Respeita o meu silêncio, o meu espaço, atende o meu pedido: te afasta. Deixa eu ver se encontro em ti algo que ainda me agrada. Se eu encontrar eu te aviso.
Insisto. Eu te fui cortês. Tu encontrou em mim abrigo, tempo e afeto. Te dei açúcar e um abraço. Não se passaram 3 dias longe e tu me devolves com ingratidão? Não dá. Eu também não dou mole.
Agora vai. Volta atrás do prazer fútil, da conquista breve, nua, crua e frontal. E não te peço nada. Nada do que já pedi antes. Vai. Assim eu posso ter os meus e você os seus. Mesmo que doa mais, tudo se perdeu.
domingo, 24 de dezembro de 2017
You got to get over it
You got get over it.
You made this whole thing in your had.
It happens.
You see one thing and you think that means something, but it doesn't.
Then you start acting like it's real.
You need to stop.