quarta-feira, 26 de julho de 2017

Hard Out Here

Não tenho saúde pra gastar com esses adolescentes de 20 e poucos anos q moram com os pais, não trabalham, e a mamãezinha e o papaizinho q pagam faculdade, sustentam o cigarro, cerveja, academia e a balada da criatura. A linda não põe 1 kg de feijão pra dentro de ksa, mas quer ser levada a sério. Não tem combate. A pessoa não entende q ela tá indo pros 30 anos sem colocar 1 real na previdência? Aí reclama q não consegue arrumar emprego. Coração, olhe pro seu currículo, se vc fosse o dono de uma empresa você contrataria essa pessoa??? Aliás, quantas vezes tu acordou cedo essa semana e saiu pra procurar emprego debaixo do sol quente?

E ainda reclama q tá solteiro (a), q ninguém te quer, que o ex não levou a sério, não deu valor. Meu bem, o seu ex tá é certo! Ele se livrou de um peso. Nos dias de hj não dá pra tá carregando ninguém. Cada um q cuide de crescer na vida. Quem diabos vai querer um problema desses na sua vida? Nenhuma pessoa equilibrada, com vida estável quer se relacionar com uma pessoa imatura q não entende o peso da própria idade.

Depois de ter estudado feito um filho da puta, a gente pensa duas vezes antes de se envolver com uma pessoa q está em posição inferior. E veja, não é uma questão de preconceito, ter ambição é critério mínimo pra a gente ter interesse pela pessoa. Que paixão que nada! Paixão acaba e os boletos ficam.

Vc faz merda, sequer assume a própria cagada e ainda quer ter alguma credibilidade? Adultos q vivem de maneira responsável querem companhia, não problema.

Todo dia tu posta foto em bar com um bando de gente desocupada. Quem gosta de viver em putaria é adolescente, adulto gosta mesmo é de ver os boletos tudo pago. Eu mesmo adorava viver na onda, com 16 anos de idade.

Meô amô, aqui no mundo real tá difícil pras vagabundas.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Para de loucura Igor!

É assim meu bem, here is the deal:

Eu não tenho intenção nenhuma de te fidelizar. Não quero que se prenda a mim. Primeiro que isso não existe! Ninguém é propriedade de ninguém. A não ser que eu fosse na macumba pra fazer essa amarração. Brincadeira. Pois é, como eu tava te dizendo, vc não escolhe de quem vai gostar, alcóoltece. Por isso sinta-se livre. Sinta-se pleno sempre. Vai adiantar algum caralho eu te dizer pra não ficar com outra pessoa? Se vc quiser ficar com alguém não é a minha permissão que vai te fazer decidir, é o desejo, e o sentimento q vc tem por uma pessoa ou outra. Aliás, só um louco se ilude com amor a primeira vista no século da putaria.

Não se pede ninguém pra ter um compromisso. Você sente. Você sabe que tem um compromisso com a pessoa. Não precisa de papel com marca d'água. Você marca de ir na casa da pessoa e fica ansioso. Você vê um filme, ouve uma música e corre pra contar pra pessoa, porque tem algo dela ali, e a intimidade cobra isso. Fora disso, o resto é balela.

Enquanto nós estivermos nesse ritmo, de nos conhecermos, falar a mesma lingua a gente vai tá bem. Safe and sound. Sem dúvidas, sem dívidas emocionais. Quando acabar o interesse no carinho um do outro, acabou. Isso se acabar, como eu já disse, não dá pra planejar essas coisas. Veja, o fim é um momento importante de qualquer relacionamento. No seu relacionamento com qualquer coisa. Acontece. E ademais, o fim serve de exercício pro autoconhecimento. Daí você se pergunta, por que eu me envolvi com esse doido? O que da minha loucura contaminou ele? O que eu aprendi com esse que eu uso ou não com o próximo? Gente, é aprendizagem de graça! Receba.

Com isso, amizade que segue. E olha que amizade linda: a gente vai ter tanta intimidade que vamos gostar da convivência um do outro. E pelo amor de Deus, não é normal você gastar parte da sua história e do seu tempo com a pessoa e depois fingir que não a conhece. Este é o jazido da imaturidade. Se ficou algo mal resolvido, a gente resolve. Que é o que os adultos de boa fé fazem.

Não precisa de confusão não. Nos poupe dos rótulos, dessa cretinice que é ficar buscando um título pra poder se beijar. Eu não caio nessa nem com nojo.

Se te agradar da proposta me pago da tarefa. Se não, te pago com um piparote e adeus.

Obs: e um dia vou estar rindo disso tudo. Em Londres!

sábado, 10 de junho de 2017

Pois eu não me conformo


I took the phone to call you, but I've give up. Looks like I am stuck here with no way out.. But tell me, is it getting better, or do you feel the same?

You didn't killed me, you killed yourself, when you have decide to canceled everything that we were starting.

Could we fix you If you broke?
You may think that I'm selfish, and I agree with you on that, but you too stubborn. I think you're giving out in way too much in fact. It's just something that you show.

But why you're so scared? Did I disappoint you? And look, you gave me nothing to hold.
I thought I knew myself, but given the circumstances I don't think so.

Now you listen to me, and listen me good, I wanna every single piece of you. I wanna your eyes across my soul. I think we just combining. We just match. Stop being so boring and come to me.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Salto mortal.

Quem não me conhece acha que eu sou uma pessoa grossa, insensível, arrogante e talvez eu tenha uma pitada de cada coisa na minha personalidade. Mas quem me conhece de verdade, meus amigos neste caso, sabe que por dentro eu sou uma bichinha chorona. Se algo me incomoda eu falo mesmo, reclamo, e se achar ruim eu reclamo mais. Desabafo. E se precisar eu choro, choro e se reclamar eu choro com catarro. Não sou fingido. Exponho mesmo a dor, alegria, angústia, felicidade, contemplação.

Não existe ensaio pra vida, tá rolando o tempo inteiro e tem gente que passa sem sentir, sem perceber. Por isso arrisco o tempo inteiro. Roleta russa. Aliás, não faz sentido viver se acovardando.

Vejo amor nas coisas simples. Sou simpático a a banalidade.

E é difícil explicar a alguém o quanto isso me basta. Basta existir pra se ser completo. (Não é Fernando Pessoa?)

E o poeta ficando de lado, sou neurastênico.

Eu quero é botar fogo nessa porra! Salto mortal.

domingo, 4 de junho de 2017

Direto, um pouco prolixo e genérico mesmo.

Não sou o tipo de pessoa q fica aguardando pela outra. Minhas decisões quando não dependem de outrem são rapidamente tomadas. Não é soberba, sou prático. Cada um conhece as suas prioridades e seus limites. Nas minhas relações pessoais não estabeleço prazos pra ninguém. Nem com o gerente do banco, com o padeiro ou com a tia da cantina. Eu que conheço os meus prazos, meus limites, sei até onde vou. Estabeleço os prazos pra mim mesmo. E tampouco desejo mudar as outras pessoas. Detesto me indispor. Eu resolvo. E ademais, cada coisa é o que é.

Sou extremamente dedicado e devotado as pessoas que me acompanham, mas não sou benevolente com negligência. Como profissional eu tento fazer milagre, até porque me pagam pra isso. Não abdico de nada que me compete. No pessoal, porém, uma facilidade para desistir.

A pessoa roda, roda, encontra e descarta. E quem quer estar cagando pra única coisa mais importante da vida?



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Vá devagar com o andor que o santo é de barro.

As pessoas acham que quando você é jovem, mente aberta, tem bom humor elas podem dizer o que elas querem que não te ofenderá jamais.

Eu sou ridicularizado desde quando a minha memória se recorda, desde muito pequeno. Em 2014 eu pedi demissão de um órgão público após 11 meses de trabalho por que entre outros motivos, todos os dias eu era OBRIGADO a escutar piados homofóbicas TODO SANTO DIA. Eu trabalhava num setor com mais de 20 pessoas onde TODAS tinham nível superior, a maioria com Mestrado e um até com Doutorado, o que demonstra, claro, que título não educa ninguém.
Eu nunca recebi apoio nem sequer das minhas famílias pra ser quem eu sou. Eu não fui criado pra ter uma mente emancipada, mas condicionada a fazer a vontade alheia. Justamente por isso quer na família, quer na escola, em todos os ambientes eu sempre tomei o caminho absolutamente mais difícil.

Desde os 17 anos eu já trabalhei em vários lugares, destes, quatro foram órgãos públicos, 3 Secretarias de Estado e 1 Instituto de Pesquisas. Nas secretarias com todo o meu esforço pessoal jamais fui condecorado com algum cargo que levasse ao crescimento profissional. No Instituto de Pesquisas meu orientador me ignorava o que podia, sequer me olhava nos olhos. O tratamento comigo em relação aos outros alunos era discrepante. Principalmente com as meninas era uma atenção e carinho desmedido, comigo, gritos, palavrões e toda sorte de ação que se configura como assédio moral. Fui mais uma vez negligenciado. Como ainda é hoje, isso me doía. Fazia acreditar que eu não era bom no que fazia, que não tinha competência, que não conseguiria fazer além do medíocre. Contrariando as expectativas do meu ex-orientador hoje eu sou professor e concursado, igual a ele. E os demais alunos a quem ele devotou tanta atenção? Alguns sequer chegaram a se graduar.

Eu sinto na pele todos os dias o preconceito. Não acaba e nem fica pouco. E não é algo que todo mundo percebe, a mor parte é velado. É a forma como me olham dos pés a cabeça. Quando como me dizem "Nossa, você é professor? Você não tem cara de professor." Como se precisasse ter cara e não competência para ser professor.

Outro dia um aluno me perguntou se eu não tenho medo de andar com um celular "tão caro". Respondi que eu sinto medo o tempo inteiro, e não pelo celular, se apenas me roubarem eu compro outro. Eu vivo no Brasil, o país onde mais se mata gays por crime de ódio, e onde os assassinos ficam impunes. E ainda tem gente que diz que ser homossexual é questão de escolha. Quem em sã consciência escolhe tão fardo pra si?

A maioria das pessoas simplesmente não se solidariza com o sofrimento dos gays. Ainda hoje os gays, sobretudo os que são classe média pra baixo enfrentam diversos obstáculos na vida pessoal e profissional. Isso porque, claro, homem gay rico não é gay, é rico. Numa sociedade onde ter dinheiro é ter poder, quem desrespeita gay rico? Uma coisa é ser gay em Copacabana. A outra é ser na Favela da Rocinha. Um é o homossexual, o outro veadinho. E cá entre nós, só quem nega a existência do preconceito é quem pratica o preconceito.

O pior de tudo é que dentro da própria comunidade LGBT existem opressões. O "não assumido", o "discreto", o "que não se envolve com afeminado por questão de gosto". Todos esses rótulos, toda essa rejeição gera cada vez mais distanciamento entre a comunidade e fomenta o ódio dos ignorantes.
Por estas e muitas outras razões que eu não tolero quem tenta ridicularizar minhas opiniões. Não suporto quando me interrompem quando estou falando. Ninguém faz isso com homens brancos heterossexuais que ocupam cargo de chefia. Não é porque eu sou brincalhão que você pode me dizer o que quiser. Eu não sou uma palhaçada. Eu sou uma pessoa integra, digna, honesta e mereço respeito como todo mundo.

Eu me recuso, me nego a ficar dando sorrisinho e me humilhando pra conseguir atenção e apoio. Nunca usarei heteronormatividade pra me proteger. Covardia não é comigo. Principalmente em local de trabalho, subserviente é cargo comissionado que pra se manter no posto atende exclusivamente aos interesses alheios, alienando o seu trabalho.

Podem apontar o dardo nas minhas contas, pois eu não nasci pra ser fútil, cotidiano e de companhia. Jamais deixarei de manter postura alinhada aos interesses do coletivo só pra me manter em cargo. Meu perfil profissional é totalmente probo.

Eu cheguei aos 26 anos onde cheguei foi com muito esforço, seguindo os meus valores e crenças, não por amizade com chefe ou negando minha existência.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Enough

Eu tô muito cansado de sofrer preconceito. Preconceito me desanima, me tira as forças. Não sou uma pessoa fraca, que se entrega. Luto, travo batalhas diárias contra o preconceito das outras pessoas. Todo dia é uma pessoa diferente que me agride com sua ignorância. E têm dias que são várias pessoas ao mesmo tempo. Só hoje eu escutei de 3 ou 4 pessoas. Escutei uma professora dizendo: "sou evangélica, mas eu te aceito.". OK. O que faz desse "evangélica" alguém tão mais humano que eu? E esse "mas"? É um perdão, piedade? Como se essa conjunção fosse um salvo-conduto para que eu possa existir, para que a minha suposta e imposta inferioridade não anule o que de fato sou. E esse "aceito você"? Eu não preciso que você me aceite, eu não preciso da sua permissão pra existir.

Como se não bastasse, outra pessoa disse que respeita a minha "opção". E tem outra opção que não seja essa me respeitar? Parece que o respeito virou moeda de troca, você se submete as regras sociais e não é agredido. Esse é o velho e o de sempre preconceito velado. A pessoa não te agride, mas isso não acompanha empatia, respeito de verdade pelo outro. A minha existência ficou resumida na minha sexualidade, personificou-se na minha sexualidade.

Por fim, o que significa essa "opção"? Você heterossexual que me lê agora, consegue optar por ser homossexual? Quando foi que você decidiu ser heterossexual, aliás? Sexualidade não é opção, é orientação. Quem em sã consciência escolhe sofrer pro resto da vida preconceito? Quem escolhe ser visto como um bandido, alguém doente, um pecador? Quem escolhe ser rejeitado pela família, passar o resto da vida tentando provar que é normal?

Eu estou farto. Sinto o peso do mundo inteiro contra mim, dessa sociedade hipócrita, desumana, onde é aceitável o marido trair a esposa, mas filho gay nem pensar. Eu não sou inferior, eu não preciso da permissão de ninguém, e eu não optei por sofrer todos os dias com toda essa carga de ódio e ignorância.

That's enough! Hoje eu estou exaurido, paralisado, dividido por um espaço e não alcanço mesmo os meus limites.

Se alguém percebe o meu sofrimento? Se alguém se compadece? Se alguém me defende? Se a minha família me deu suporte quando eu mais precisei? Não. It's just me against the world.

"E afinal o que quero é fé, é calma,
E não ter estas sensações confusas.
Deus que acabe com isto! Abra as eclusas —
E basta de comédias na minh'alma!"