Por que assim, Marie: mesmo as coisas ruins que passamos na vida têm algo de bonito nisso. A gente sai mais firme, mais inteiro, melhor construído, mais resiliente. Há algo nisso que prova o nosso próprio valor.
Tu não és feita de MDF igual a esse povo mesquinho, corrupto. Não pode apoiar um copo gelado em cima que já mostra logo a essência — entorta, não volta à forma, enfeia de vez. Não tem conserto.
Tu és feita de mármore. É forte, não quebra fácil, dura, persiste, sobrevive aos tempos. O mármore é bonito, é admirável, ninguém fica indiferente a ele — confiável, incontornável, desejável, caro, poucos podem tê-lo. E sabe o mais importante? Não fica bem em qualquer casa feia, mal habitada. É para quem tem bom gosto. Mesmo que tenha dinheiro, só busca quem sabe exatamente o que é — Marie, digo, mármore.
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